Ou somos mãe.
Ou a nossa história começou no ventre de uma.
por esse motivo a Frisson faz sentindo para você
Escolha sua jornada:
A Frisson nasceu na sala de recuperação de uma cesariana.
Em um momento íntimo e transformador, surgiu o desejo de criar um espaço onde mães pudessem encontrar duas coisas essenciais quando tudo parece novo, intenso ou difícil: acolhimento e informação confiável.
Foi assim que nasceram os dois primeiros ambientes da Frisson: o Desabafa, um espaço de escuta anônima, e a Biblioteca, criada para reunir informações fundamentadas em evidências e conteúdos construídos ou validados com o apoio de profissionais de diferentes áreas.
Mas as mensagens começaram a chegar. E apenas ler já não era suficiente.
Quando a escuta se transforma em ação
Ao organizar os relatos recebidos, algumas necessidades apareceram de forma recorrente. Entre elas estavam a saúde mental materna, o luto parental e os desafios relacionados à autonomia profissional e ao empreendedorismo feminino.
A Frisson começou, então, a transformar escuta em projetos, conexões e parcerias.
Para ampliar essa rede de cuidado, a Frisson conta hoje com a parceria da Alicerce Espaço Terapêutico, que disponibiliza estrutura física para encontros e ações e amplia as possibilidades de direcionamento das famílias para profissionais habilitados de diferentes áreas, de acordo com cada necessidade.
A Frisson não substitui o atendimento de saúde. Nosso papel é acolher, informar, conectar e ajudar cada família a encontrar caminhos possíveis.
No luto parental, desenvolvemos o Projeto Arco-Íris, voltado ao acolhimento de famílias que enfrentam a perda de um filho.
Na saúde mental materna, integramos o Maio Furta-Cor, movimento dedicado à conscientização e à construção de uma nova cultura de cuidado com a saúde mental das mães.
Na autonomia e no desenvolvimento profissional das mulheres, criamos o Festival META - Mulheres Empreendedoras Transformam onde Atuam e caminhamos ao lado do Clube Moeda de Troca, fortalecendo conhecimento, conexões e empreendedorismo feminino.
A escuta também começou a revelar os homens
Com o tempo, outra mudança passou a aparecer no Desabafa.
Embora as mensagens sejam anônimas, alguns autores se identificam em seus relatos como homens, pais ou outras figuras envolvidas diretamente no cuidado. São pessoas que querem compreender melhor o que acontece com a mulher, com a criança, com a família e também com elas próprias depois que o cuidado passa a fazer parte da rotina.
Alguns desses relatos revelam homens que se sentem perdidos e que encontram dificuldade para falar sobre medo, insegurança, cansaço ou sobrecarga. Por isso, a Frisson entendeu que acolher a maternidade também exige olhar para quem compartilha o cuidado.
Hoje, nossa prioridade continua sendo a mãe, mas a Frisson não é um espaço exclusivo para mães. É também um espaço para pais, figuras parentais, familiares e pessoas que desejam compreender melhor a parentalidade — o conjunto de responsabilidades, vínculos e cuidados envolvidos na criação e no desenvolvimento de uma criança.
Essa percepção também amplia nossa atuação junto às organizações. Se queremos ambientes de trabalho mais preparados para a realidade das famílias, precisamos falar não apenas sobre maternidade, mas também sobre paternidade, cuidado, saúde emocional e sobre as barreiras que ainda dificultam que muitos homens expressem vulnerabilidades e busquem apoio.
Cuidar de quem atravessa uma hospitalização
Outra realidade que passou a fazer parte da construção da Frisson é a das famílias que acompanham crianças em tratamentos e internações hospitalares.
Uma hospitalização pediátrica modifica a rotina de toda a família. Para quem permanece ao lado da criança, podem existir longos períodos de espera, insegurança, afastamento do trabalho e da própria rotina.
Por isso, a Frisson está estruturando uma frente específica de atuação hospitalar, com preparação de voluntários e ações de acolhimento e atividades lúdicas para crianças e seus acompanhantes, sempre respeitando as normas e orientações das instituições de saúde parceiras.
Da maternidade para o mundo do trabalho
Depois de dois anos ouvindo mulheres e figuras parentais, acompanhando suas diferentes trajetórias profissionais, outra realidade ficou evidente.
Muitas mulheres deixam seus empregos após a maternidade acreditando que empreender poderá oferecer mais autonomia e tempo para a família. Para algumas, esse caminho se torna uma grande oportunidade. Para outras, a realidade é diferente.
A experiência da Frisson com o empreendedorismo feminino mostrou que empreender nem sempre gera a autonomia esperada. Em uma fase de intensas reorganizações físicas, emocionais e mentais, empreender exige uma estrutura que pode levar tempo para ser construída e demandar ainda mais energia do que o trabalho formal.
Simul, as empresas perdem profissionais experientes e precisam investir novamente em recrutamento, adaptação e desenvolvimento de novos talentos.
Foi dessa percepção que nasceu uma pergunta:
E se, antes de perder essas pessoas, as organizações estivessem mais preparadas para compreender a nova realidade de quem cuida?
A chegada de uma criança não transforma apenas a vida da mãe. Ela reorganiza uma família. Mães, pais e outras figuras parentais podem retornar ao trabalho com novas necessidades, mas também com novas perspectivas, prioridades e competências desenvolvidas pela experiência do cuidado.
Organizações e lideranças preparadas conseguem reconhecer essas mudanças, desenvolver seus profissionais e construir soluções que favoreçam bem-estar, permanência e desempenho.
Foi assim que nasceu a Frisson Empresarial.
A Frisson Empresarial desenvolve soluções estruturadas de acordo com o perfil, o contexto e as necessidades de cada organização.
Sua metodologia própria integra diferentes dimensões da Sustentabilidade Humana para diagnosticar prioridades, fortalecer lideranças, qualificar ambientes de trabalho e apoiar organizações na construção de relações mais sustentáveis entre pessoas, trabalho, saúde e responsabilidades de cuidado.
O objetivo não é criar privilégios. É construir condições para que pessoas e organizações possam continuar se desenvolvendo juntas.
E existe uma razão ainda maior para conectarmos essas duas frentes:
quando uma empresa contrata a Frisson Empresarial, a receita gerada pelas soluções corporativas contribui para a autonomia operacional e para a ampliação dos projetos sociais, conteúdos, ações e redes de apoio oferecidos pela Frisson Apoio Materno.
Assim, criamos um ciclo de impacto: a empresa investe em pessoas, a Frisson fortalece sua atuação e mais famílias podem ser alcançadas.
Hoje, a Frisson é um ecossistema de Sustentabilidade Humana que conecta cuidado, conhecimento, famílias e organizações.
Missão
| Nossa missão é contribuir para a construção de um novo maternar para as próximas gerações a partir do cuidado e direcionamento de quem cuida no presente.
Visão
|Visamos ser referência em sustentabilidade humana por meio de ações conectadas à Agenda 2030.
Valores
| Valorizamos e nos inspiramos no trabalho ininterrupto e a disponibilidade genuína em servir por amor que todas as mães exercem initerruptamente.
Como tudo começou
A Frisson nasceu na sala de recuperação da cesariana. Havia a possibilidade real de que eu não voltasse a andar. No momento da anestesia para a cesariana, devido às limitações físicas que eu ainda carregava de um acidente que sofri anos antes, tive muita dificuldade para permanecer na posição necessária. Naquele instante, o anestesista foi muito claro comigo sobre os riscos envolvidos.
Permaneci cerca de cinco horas na sala de recuperação após a cesariana sem sentir absolutamente nada da cintura para baixo. Ali senti um verdadeiro Frisson: um medo avassalador do que estava por vir, se eu conseguiria andar e cuidar da minha filha e ao mesmo tempo uma alegria que não sei descrever, por ver minha filha linda e saudável amamentando em meus braços.
Durante boa parte daquele período permaneci sozinha. Não permitiram que meu esposo me acompanhasse. E foi ali que conversei com Deus. Prometi que se algum dia eu pudesse fazer alguma coisa para que nenhuma mãe precisasse sentir o vazio que eu estava sentindo, eu faria.
E, se eu não pudesse impedir que outra mulher passasse por momentos de dúvida e solidão, que pelo menos ela soubesse a quem recorrer, onde procurar e como pedir ajuda.
Eu não sabia como.
Não sabia quando.
Mas sabia que, em algum momento, faria alguma coisa.
Sete anos se passaram.
Até que veio um pensamento muito simples, mas que atenderia a esse desejo: vou usar aquilo que eu sei fazer.
Eu tinha conhecimento em tecnologia e percebi que poderia utilizá-lo para construir um espaço onde mães pudessem falar sobre aquilo que muitas vezes não conseguiam dizer em voz alta.
Um lugar onde fosse possível desabafar sem precisar se identificar, porque muitas vezes a gente não quer ouvir ninguém, nem encontrar respostas prontas, a gente só quer falar. Mas ao mesmo tempo tem pensamentos que são tão difíceis de verbalizar que a saída é silenciar ou escrever.
E, ao lado desse espaço de escuta, idealizei uma biblioteca que pudesse oferecer informação confiável e algum direcionamento para as decisões do maternar.
A ideia também carregava muito da minha própria experiência. Em diferentes momentos da maternidade — especialmente durante a pandemia — grande parte do suporte que encontrei chegou até mim pela internet.
Foi assim que nasceu a Frisson Rede de Apoio Materno.
Primeiro, como um espaço de escuta.
Depois, como uma rede.
E, como tudo aquilo que está vivo, a Frisson continuou se transformando.
As próprias escutas nos mostraram novos caminhos, novas necessidades e novas pessoas que também precisavam fazer parte dessa conversa. A Frisson cresceu, ampliou sua atuação e continua evoluindo, mas sem abandonar aquilo que esteve em sua origem: ninguém deveria precisar atravessar sozinho um momento em que não sabe a quem pedir ajuda.
Talvez eu não consiga impedir que outras mães sintam medo, solidão, insegurança ou exaustão.
Mas posso trabalhar para que elas saibam que existe um caminho.
Que existe informação que explica o que está acontecendo no corpo e na mente delas e possível acessar profissionais dispostos a ouvir e direcionar.
Foi essa promessa que começou silenciosamente naquela sala de recuperação, em 2017 e hoje é meu propósito de vida.
Se quando eu sobrevivi ao acidente tive dúvidas do por quê Deus me permitiu permanecer viva e sem complicações graves, hoje eu não só tenha a resposta, como sei exatamente o que Ele espera de mim.
Minha filha recebeu o nome de Maria Rita, significa Mulher Soberana Cheia de Luz; luz que me guia e motiva para iluminar o caminho dela e de outras mulheres.
Eu acredito na força do coletivo para transformar o futuro, isso só é possível se mudarmos nossas atitudes agora.
Te convido a fazer parte da Frisson para que possamos construir um novo maternar para as próximas gerações.
Abraço de mãe,
Vânia Fiacadori
